BLOG DA CEDUSP

Dor de cabeça em crianças e adolescentes: é normal?

A dor de cabeça é algo bastante comum na vida adulta, sendo facilmente tratada sem a necessidade de consultar um médico. Mas e quando a dor de cabeça é nos pequenos? É normal? O que deve ser feito? Entenda!

Conhecida popularmente como dor de cabeça, a cefaléia é muito comum entre toda a população mundial. Em adultos, é de mais fácil diagnóstico, já que a consciência corporal possibilita a identificação do problema com mais facilidade, assim que o desconforto é percebido.

Entretanto, quando o paciente é uma criança ou adolescente, a queixa costuma ser um pouco mais difícil de ser diagnosticada. Ainda assim, isso não significa que a dor não ocorra.

Não à toa, é muito comum que as queixas de uma criança não sejam levadas a sério, sendo, muitas das vezes confundida por “manha” ou encarado pelos pais como uma forma encontrada por ela de se livrar de algumas tarefas que não quer realizar.

Logo, em muitos casos, a dor de cabeça em crianças e adolescentes é ignorada pelos seus tutores. Apesar de isso ocorrer com frequência, de forma alguma isso pode ser considerado como “desleixo dos pais ou tutores”.

Afinal de contas, realmente não é fácil compreender os sentimentos físicos infantis, que nem sempre são tão óbvios como a dor de uma topada ao brincar. Pensando nisso, vamos entender como identificar, quais são as causas e tratamento, bem como outras informações importantes sobre o assunto. Acompanhe:

Como identificar a dor de cabeça quando a criança não sabe explicar?

Sempre que os pequenos relatarem algum desconforto, ele pode não vir de forma tão pontual com um aviso de “Mãe, minha cabeça está doendo”. As manifestações podem ser um pouco confusas e gerar alguns efeitos que vão além da cabeça latejando.

Observar os comportamentos da criança ou adolescente é fundamental para identificar a enfermidade, que pode causar déficit escolar, diminuição do interesse pela vida social e tristeza, podendo chegar até mesmo à depressão.

Para que você consiga identificar melhor a cefaleia em seus filhos, listamos alguns sinais que ele pode apresentar e que são indicadores de uma possível dor de cabeça:

  • Aumento na irritabilidade;
  • Crises de choro, fazendo com que a criança leve as mãos à cabeça com frequência;
  • Diminuição das atividades diárias comumente efetuadas;
  • Perda do interesse pelo brincar;
  • Dificuldades escolares incompatíveis com a realidade do paciente;
  • Isolamento;
  • Vômitos;
  • Febre.

Esses são alguns sintomas que devem acender a luz de alerta quanto às dores de cabeça. Se os observar, é indicado que se marque uma consulta com o pediatra o quanto antes, principalmente, se forem frequentes.

Quais as possíveis causas?

De maneira geral, a dor de cabeça em crianças e adolescentes podem ter origens um pouco diferentes das dos adultos. As mais aplicáveis à faixa etária são, claro, as decorrentes de quedas ou choques na cabeça. Entretanto, também são consideradas como possíveis causas:

  • Poucas horas de sono;
  • Má alimentação ou fome;
  • Desidratação;
  • Situações de grande estresse;
  • Gripes e resfriados;
  • Vírus em geral;
  • Problemas de visão
  • Sinusite.

Considerando isso, tão logo sejam observados os sintomas, deve-se levar o pequeno ou adolescente a uma consulta com o especialista. Afinal, são inúmeras as causas que podem causar o desconforto e da mesma maneira, há inúmeras abordagens terapêuticas para tratar o problema.

Quando procurar ajuda?

Sempre que os sintomas surgirem, de forma individual ou até mesmo combinada, é indicado que a criança ou o adolescente seja encaminhado ao médico. O pediatra, em primeira instância, é o profissional ideal para fazer a avaliação inicial.

Para casos em que a dor é mais persistente, pode haver necessidade de se fazer um encaminhamento para outro profissional, com conhecimento específico na área que a enfermidade demandar.

Independente de qual for a circunstância, é importante que seja levada a sério a reclamação do menor. Muitas vezes elas são um indicativo de um problema maior e conseguir captar logo no início pode fazer toda a diferença.

Como funciona o diagnóstico?

Em resumo, o pediatra irá fazer a anamnese para se certificar de quais são os sintomas possíveis de avaliar fisicamente, sem nenhum exame.

De acordo com o que conseguir colher durante a entrevista, ele poderá ou não requerer alguns exames para confirmar ou entender a gravidade da situação.

Neste contexto, é importante destacar que os exames indicados para investigação de cefaléia não fazem parte do rol de exames padrão de uma criança ou adolescente. Apenas são necessários em casos de extrema necessidade.

Nestes casos, os exames de imagem como ressonâncias e tomografias tendem a ser mais requisitados. Estes exames são fundamentais para auxiliar no diagnóstico e descartar alterações, como a presença de tumores.

Formas de evitar a cefaleia em crianças e adolescentes

Ainda que em muitos casos a cefaleia seja um problema de causa maior, em outras é possível que se tome alguns cuidados para que ela seja evitada. Neste sentido, algumas atitudes simples incorporadas no dia-a-dia podem ajudar a manter sua criança mais segura quanto à cefaleia.

Entretanto, é importante frisar que se a dor de cabeça em crianças e adolescentes forem apenas sintomas de doenças mais graves, as dicas abaixo não serão aplicáveis. Mas, se o caso for de dor sem vínculo com nenhuma outra enfermidade, esses cuidados podem sim ser valiosos:

  • Mantenha um estilo de vida saudável, o que inclui uma boa noite de sono, a prática de atividade física e uma alimentação balanceada e saudável.
  • Selecione bem os alimentos que serão consumidos pelo menor. Carnes magras, vegetais escuros e grãos são excelentes em manter a dor de cabeça distante.
  • Mantenha o pequeno ou adolescente sempre hidratado, principalmente em épocas de tempo seco.
  • Evitar o abuso de uso das telas, como televisão, videogame, tablet, celular…
  • Evitar o abuso de analgésicos. Aqui é importante destacar que todo medicamento só deve ser administrado com orientação médica.

Além destas dicas simples, caso você observe uma frequência de queixas do seu filho quanto a dor de cabeça, criar um diário, mantendo-o sempre atualizado com todas as informações possíveis será de grande utilidade para o especialista.

Em conclusão, o bem-estar da criança é muito importante e toda a reclamação deve sim ser validada. É necessário que as queixas não sejam sempre encaradas como mera “manha”, mas que se esteja consciente de que, inevitavelmente, em algumas ocasiões serão só isso.

Diante de qualquer dúvida, entre em contato com o pediatra e agende uma consulta. Ele é o médico especialista indicado para cuidar desse grupo etário, inclusive quando o assunto for dor de cabeça.

Compartilhe

Você também pode gostar

escolha a unidade mais próxima de você

Duas unidades em Guarulhos com toda a excelencência e conforto que você merece!

A CEDUSP é parceiro oficial de dezenas de clínicas médicas espalhadas por toda Guarulhos e também é o braço médico de diversos profissionais que atuam em seus consultórios nas mais variadas especialidades.

UNIDADE CENTRO

UNIDADE TABOÃO